
Pouco antes, a esposa havia escrito:“Você tá bem? Deus está te cobrindo. Estou orando.”Depois da resposta, o silêncio. As mensagens seguintes mostram o desespero crescente de quem esperava por notícias em meio a uma operação que se transformava em uma guerra:“Te amo. Cuidado, pelo amor de Deus. Muitos baleados. Amor, me dá sinal de vida sempre que puder”, escreveu a viúva.Minutos depois, vieram as ligações não atendidas. Às 13h33, ela tenta de novo. Às 13h34. Às 13h36. Nenhuma resposta. Horas depois, a esposa publicou o print da conversa em seu perfil nas redes sociais:“E você não falou mais. E agora, o que vou falar para Sofia (filha do casal)?”.A viúva do 3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, também fez outro desabafo comovente nas redes sociais nesta quarta-feira. Segundo ela, o marido morreu no mês em que a filha pequena do casal comemora aniversário.“Outubro, mês do aniversário da minha filha. E para o resto da vida ela vai lembrar do paizinho dela”, escreveu.
Em outro trecho da mensagem, a esposa recorda uma fala que o marido repetia sempre que um companheiro de farda morria em serviço:“Ele dizia que tinha uma senha em suas mãos, toda vez que perdia um colega. Que o dia que acontecesse com ele, iria fazendo o que mais amava. E a gente nunca acredita, esse dia chegou. Não consigo explicar essa dor.”O 3º sargento Heber Carvalho da Fonseca e o colega de tropa Cleiton Serafim Gonçalves, também do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foram atingidos durante confrontos com criminosos do Comando Vermelho (CV). Os dois chegaram a ser levados ao Hospital estadual Getúlio Vargas, mas não resistiram.Heber, casado e pai de uma menina, tinha 14 anos de corporação e era conhecido pelos colegas pela coragem, disciplina e espírito de equipe. Assim como o companheiro de batalhão, dedicou a vida à atuação no Bope, participando de operações em áreas de alto risco.Jessica Michele, esposa do policial militar do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Herbert Carvalho da Fonseca, de 39 anos, compartilhou, nesta quarta-feira (29/10), a última mensagem enviada pelo marido pouco antes de ser morto na megaoperação no Rio de Janeiro.
Durante o diálogo no WhatsApp, Jessica pergunta para o marido: “Você está bem? Deus está te cobrindo. Estou orando”. O policial chegou a pedir para que a esposa seguisse em oração e, logo em seguida, passou a não responder mais.As mensagens seguintes da viúva mostram o desespero em não receber mais notícias do